Ele montava um Corcel 70 com 80 cavalos.
Centro-avante habilidoso do samba rock, morreu ontem em Itacaré, Bahia, aos 63 anos, o compositor e cantor Abilio Manoel, que venceu o Festival da Tupi em 1969 com a canção Pena Verde.
Cursava Física na USP nos anos 60 quando decidiu dedicar-se à música.
Nascido em Lisboa em 3 de fevereiro de 1947, Abilio Manuel Robalo Pedro era cantor, compositor, produtor musical, radialista, publicitário, diretor de cinema, operador de áudio e compositor de jingles e trilhas sonoras. Compôs canções de grande suingue e balanço, como Luiza Manequim. E também Andréa, América Morena, Tudo Azul n’América do Sul, Bom Dia Amigo.

Segundo seu site, gravou 8 LPs, 22 compactos simples e 10 duplos (pelas gravadoras Odeon, Som Livre, RCA, Continental). Em 1968, concorreu no festival da TV Excelsior — com a música Quem Dera… — e no Festival Internacional da Canção — com Catavento. Depois veio o I Festival Universitário da TV Tupi, do qual partipou com Samba de Roda e Tudo Bem, Tudo Certo — seu primeiro compacto simples.
Em 1969, venceu o II Festival Universitário (TV Tupi), com Pena Verde — sucesso eterno, cujo compacto-simples alcançaria o topo das paradas em 1970, tornando-o conhecido em todo o país. Essa canção foi gravada em francês por Marie Laforet.

Há mais de 20 anos, tornou-se seu próprio patrão no Studio América e da Editora América, representando direitos autorais de colegas como Itamar Assumpção, Premeditando o Breque, Arrigo. Seu último disco saiu em 1998.

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Jotabê Medeiros, paraibano de Sumé, é repórter desde 1986 e autor de Belchior - Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 2017), Raul Seixas - Não diga que a canção está perdida (Todavia, 2019), Roberto Carlos - Por isso essa voz tamanha (Todavia, 2021), O Último Pau de Arara (Grafatório, 2021) e A Culpa é do Lou Reed (Reformatório, 2024)

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