efémeride: em junho, completam-se cinco anos do excêntrico show dos white stripes no teatro amazonas, em manaus. jack white lançava get behind me, satan. show de rock num teatro de estrutura delicada, com murais e tetos pintados, estuques rococó e balcões e frisas de madeira e mármore de carrara. no dia do show, o público, enlouquecido, berrava “jé-qui, jé-qui”. jack saiu andando pelo meio do teatro e foi à praça, tentando algo com o violão para cerca de 5 mil malucos. todas as referências do cenário e do décor remetiam à perda da inocência e a passagens do Paraíso Perdido, o célebre poema de john milton (1608-1674). jack, apaixonado, casou em cima de uma canoa, tendo um pajé à frente, no encontro dos rios negro e solimões. ao final, dei minha credencial de imprensa para alguém na multidão, que estendia a mão.
ps: vou tentar manter essa seção como uma série de efemérides recentes do rock
Precisamos de um quilo de farinha pra fazer FAROFAFÁ!
Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.
Diferente dos grandes veículos, não somos donos bilionários e não corremos atrás de cliques a qualquer custo. Isso significa duas coisas:
1. Farofafá trata do que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores.
2. Praticamos jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu a música, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.
Você pode ajudar a deixar Farofafá mais forte e vibrante! Escolha sua forma de contribuir e vamos farofafar juntos!