Felizmente existe o álcool na vida
e nos três dias de carnaval éter de lança-perfume
Quem me dera ser como o rapaz desvairado!
O ano passado ele parava diante das mulheres bonitas
e gritava pedindo o esguiço de cloretilo:
– Na boca! Na boca!
Umas davam-lhe as costas com repugnância
outras porém faziam-lhe a vontade.

Ainda existem mulheres bastante puras para fazer vontade aos viciados

Dorinha meu amor…
Se ela fosse bastante pura eu iria agora gritar-lhe como o outro:
– Na boca! Na boca!

(poema na boca, modesta contribuição involuntária de manuel bandeira ao debate da ultracaretice institucional que proíbe o vício em público e já acabou com a música no pacaembu e com a movida madrilenha; próxima etapa será show de rock às 4 horas da tarde e cadeia para os cafeinômanos)

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