não, esta eu preciso compartilhar com vocês.

olha só o e-mail de agradecimento que recebi (em companhia de trocentas outras gentes, por certo) da planeta tela comunicações.

obs.: no meu caso, os agradecimentos são 100% não-merecidos, porque eu ainda não assisti a “o menino da porteira” nem escrevi uma linha sequer sobre ele (ops, agora escrevi!, cáspite!) – não que eu tenha nada contra “o menino da porteira” (sou fã confesso de “os 2 filhos de francisco”, por exemplo), muito pelo contrário.

mas é que acho esse bombom de congratulações um tanto quanto vexatório para nós, jornalistas, como um todo.

então lá vai:

@

“Pessoal, muito obrigado a todos os colegas repórteres, fotógrafos, articulistas, críticos, cronistas, blogueiros, tuiteiros, enfim a todos que ajudaram a tornar o filme ‘O Menino da Porteira’ um fenômeno incrível de repercussão jornalística, com um incontável número de matérias publicadas em todos os cantos do Brasil.
Abração!”.

@

“colegas”?

“ajudaram”?

“fenômeno incrível de repercussão jornalística”?

hum.

depois dizem que só relógio é que trabalha de graça.

e depois os bois e as vacas é que são gado.

hunf.

Precisamos de um quilo de farinha pra fazer FAROFAFÁ!

Mascote FAROFAFÁ Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.

Diferente dos grandes veículos, não somos donos bilionários e não corremos atrás de cliques a qualquer custo. Isso significa duas coisas:

1. Farofafá trata do que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores.

2. Praticamos jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu a música, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.

Você pode ajudar a deixar Farofafá mais forte e vibrante! Escolha sua forma de contribuir e vamos farofafar juntos!

Escolha como apoiar

Saiba mais em farofafa.com.br/apoie

PUBLICIDADE
Anteriornem paletó nem gravata
PróximoBETTYE
Editor de FAROFAFÁ, jornalista e crítico musical desde 1995, autor de "Tropicalismo - Decadência Bonita do Samba" (Boitempo, 2000), "Como Dois e Dois São Cinco - Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa)" (Boitempo, 2004) e "Álbum" (Edições Sesc, 2021-2026)

DEIXE UMA REPOSTA

Por favor, deixe seu comentário
Por favor, entre seu nome