a carioca silvia machete é expressiva à beça, toda circense, e nesta “toda bêbada canta” (presente em seus dois primeiros discos, o independente “bomb of love – música safada para corações românticos”, de 2007, e o emi “eu não sou nenhuma santa”, de 2008) ela faz lembrar, em versão femininíssima, o punkbrega gaúcho wander wildner em algum de seus melhores momentos, tipo o wildner safado de “bebendo vinho” (1996), ou o wander romântico de “eu não consigo ser alegre o tempo inteiro” (2004). machete, como wildner, é bem bacana.

e “o curioso caso de benjamin button”, de david fincher, hein?, não é bacana pacas? que vontade de ajudar a desmanchar a supremacia de clichês horrorosos com que encaramos o fato de envelhecer (doenças, tristeza, sofrimento, desistência) e tentar providenciar para mim mesmo uma velhice… divertida!!

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