algumas dicas para exorcizar os excessos, o rococó madonnístico. 5 bandas bacanas que os amigos indicaram (fleet foxes é de fato muito legal, dignos netos de brian wilson).
On this Side Tiny Vipers http://www.youtube.com/watch?v=QOLnBVx0Ano&feature=channel
No One’ Gonna Love You Band of Horses http://www.youtube.com/watch?v=cuZo7pLnL7c&feature=channel
Boy with a CoinIron and Wine http://www.youtube.com/watch?v=KHw7gdJ14uQ&feature=channel
He doesn’t know why Fleet Foxes http://www.youtube.com/watch?v=brZTvGIzeGg
The District Sleeps Alone Tonight, Postal Service http://www.youtube.com/watch?v=xUIBnmdJJ50&feature=channel
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Prezado Jotabê, Afinal de contas, tu gostaste ou não do show da Madonna? Quem vai à este tipo de megashow já não sabe o que vai encontrar? Não é tudo programado mesmo? O espaço para o improviso, para o inesperado não é mínimo? Tudo não tem que ser “perfeito” mesmo? As pessoas não tem que sair perplexas com a alta tecnologia envolvida e a forma física da cinquentona malhada ? Não é isso que importa, a tecnologia, os telões, as coreografias, a falsa ousadia?
Carlito, vou te explicar: pessoalmente, eu não gosto do show da Madonna. Reconheço nele, um produto industrial sofisticado, qualidades de linguagem que o projetam um pouco acima dos demais, mas não gosto do resultado, artificial e demasiado programado (ela jamais “quebra o protocolo”, não há emoção nem envolvimento reais, há grandes desníveis musicais, uma compreensão turística da música do mundo – evidente na parte “cigana” do show). Mas, como repórter, eu tenho missão dupla: 1) descrever e tentar compreender o que faz milhares de pessoas se encantarem com Madonna, que faz mulheres tomarem-na como modelo e gays elegerem-na como símbolo; 2) reportar os eventos e os fatos que se relacionam a essa mobilização gigante na cidade. O fato é maior do que a vontade do repórter de não trabalhar nesses dias “doces e pegajosos”… E a indústria cultural nem sempre pode ser vista de um ponto de vista maniqueísta, porque dela saíram coisas fantásticas. Não sei se me faço entender, mas é isso. Como disse a amigos em Buenos Aires, voluntariamente eu jamais iria a um show da Madonna. E que venha 2009!
Prezado Jotabê, Entendi perfeitamente o que dizesseste agora. Não sou fã, apesar de uma ou outra música até me agradar. Mesmo achando a voz dela, pré-gravada ou não, horrenda, gostaria de ver um show. Mas não pagaria o preço para isso. E o tal protocolo talvez só seja quebrado qdo ela cai no palco (prova de que ela deve ser humana!). E o fenômeno também me interessa. Fico muito intrigado com a multidão arrastada para este evento Mas depois dela, haverá outro? Legal ter respondido! Desejo pra ti um ótimo Natal! Abraço! Carlos Pereira
Prezado Jotabê,
Afinal de contas, tu gostaste ou não do show da Madonna? Quem vai à este tipo de megashow já não sabe o que vai encontrar? Não é tudo programado mesmo? O espaço para o improviso, para o inesperado não é mínimo? Tudo não tem que ser “perfeito” mesmo? As pessoas não tem que sair perplexas com a alta tecnologia envolvida e a forma física da cinquentona malhada ? Não é isso que importa, a tecnologia, os telões, as coreografias, a falsa ousadia?
Carlito, vou te explicar: pessoalmente, eu não gosto do show da Madonna. Reconheço nele, um produto industrial sofisticado, qualidades de linguagem que o projetam um pouco acima dos demais, mas não gosto do resultado, artificial e demasiado programado (ela jamais “quebra o protocolo”, não há emoção nem envolvimento reais, há grandes desníveis musicais, uma compreensão turística da música do mundo – evidente na parte “cigana” do show).
Mas, como repórter, eu tenho missão dupla: 1) descrever e tentar compreender o que faz milhares de pessoas se encantarem com Madonna, que faz mulheres tomarem-na como modelo e gays elegerem-na como símbolo; 2) reportar os eventos e os fatos que se relacionam a essa mobilização gigante na cidade.
O fato é maior do que a vontade do repórter de não trabalhar nesses dias “doces e pegajosos”…
E a indústria cultural nem sempre pode ser vista de um ponto de vista maniqueísta, porque dela saíram coisas fantásticas.
Não sei se me faço entender, mas é isso. Como disse a amigos em Buenos Aires, voluntariamente eu jamais iria a um show da Madonna.
E que venha 2009!
Prezado Jotabê,
Entendi perfeitamente o que dizesseste agora. Não sou fã, apesar de uma ou outra música até me agradar. Mesmo achando a voz dela, pré-gravada ou não, horrenda, gostaria de ver um show. Mas não pagaria o preço para isso. E o tal protocolo talvez só seja quebrado qdo ela cai no palco (prova de que ela deve ser humana!). E o fenômeno também me interessa. Fico muito intrigado com a multidão arrastada para este evento Mas depois dela, haverá outro?
Legal ter respondido! Desejo pra ti um ótimo Natal!
Abraço!
Carlos Pereira