Histórias da Pandemia
Autores de seis estados brasileiros se unem para elaborar Histórias da Pandemia, dez contos sobre o passado, o presente e o futuro da crise do coronavírus

Autores de seis estados brasileiros se unem para elaborar dez contos sobre o passado, o presente e o futuro da pandemia

Um grupo de dez autores foi ligeiro e se reúne no primeiro livro brasileiro sobre a crise do coronavírus, Histórias da Pandemia. Os dez contos foram concebidos por um grupo plural de escritores nascidos nos estados de Pará (Paloma Franca Amorim, Felipe Cruz), Bahia (Evanilton Gonçalves), Minas Gerais (Marana Borges), Espírito Santo (Vera Moll), Rio Grande do Sul (Patrícia Berton) e São Paulo (Márcia Denser, Luana Chnaiderman, Marcelo Godoy, Luiz Kignel).

A diversidade se estende à temática. A maioria dos autores cita nominalmente o coronavírus, enquanto outros optam pela alegoria, caso de As Mortes de Antônio Valle, de Marcelo Godoy, centrado no passado e na febre amarela, e pela sutileza, como no impactante Pancada, de Marana Borges, que focaliza o medo que nós todos estamos sentindo exatamente agora, e no surpreendente Brasil Caramelo, de Evanilton Gonçalves, apontado para o futuro. Nos três casos, o nome “coronavírus” nem sequer é pronunciado.

Alguns rompem o isolamento (A Febre Vai Lhe Cobrir os Ossos, de Paloma Franca Amorim),  alguns contam uma história (O Tempo, de Vera Moll), outros submergem no eu (Desmemórias do Vírus, de Márcia Denser). Pensa-se no impacto da pandemia sobre a educação (Quem Faltou?, de Luana Chnaiderman) e tenta-se abrigar uma visão otimista da crise (O Fim da Selvageria, de Patrícia Berton). A pluralidade combina com a incerteza e com a necessidade de seguir pensando e existindo.

Histórias da Pandemia. Vários autores, organização de Haroldo Ceravolo Sereza e Joana Monteleone. Alameda, 104 págs., 38 reais e 5 reais (e-book). 

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