“a internet também presta um serviço quando brinca e questiona o que está cristalizado”

O Ministério não faz cultura. Ele proporciona espaços, oportunidades e autonomia para que ela se produza.

Não podemos aceitar a lógica devastadora do mercado, a pasteurização de atividades e obras pautadas pela globalização. Ao mesmo tempo nossos artistas têm que poder viver de sua arte e o intercâmbio internacional é rico e fundamental para a criação. Devemos incentivar nossa participação internacional. E este será um outro desafio.

A dificuldade de acesso aos bens culturais, a imensidão do país com músicas e enredos tão diversos, o contínuo diálogo com todos os segmentos da cultura e da sociedade assim como com o parlamento estarão sempre presentes nesta gestão.

Neste século de intensa comunicação e acesso à informação, a excelência na utilização dos recursos da internet será prioridade para o Ministério. Hoje podemos consumir muito mais cultura em casa: assistir teatro e filmes, ouvir música e passear por museus e galerias. Isso é ótimo. Pode gerar sinergia entre pessoas e obras que nunca teriam como se encontrarem e ao mesmo tempo não inibe o interesse pela apreciação “ao vivo”.

Ainda conhecemos pouco da influência da comunicação eletrônica na criatividade. Sabemos de sua capacidade de levar conhecimento, de mostrar o anônimo, de descobrir talentos e de conectar saberes.

Como cultura é algo em permanente transformação, a internet também presta um serviço quando brinca e questiona o que está cristalizado. A criatividade se alimenta da ruptura com o estabelecido.

Do discurso de posse da nova ministra da Cultura, Marta Suplicy

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