O disco de estreia da cantora baiana, Olho de Vidro, se afirma como um inventivo manifesto de um tempo
Um disco de estreia que já chega deixando suas digitais no cimento instantâneo da música: Olho de Vidro (Balaclava Records/Natura Musical), da cantora baiana Jadsa, carrega um combinado de modernidade, contundência, inovação e personalidade que costuma ser raro numa estreante. A primeira demonstração de coragem se dá na inspiração principal do álbum, a música alternativa dos anos 1980, principalmente o som (bendito) de Itamar Assumpção (que a cantora chama, apropriadamente, de “entidade”) e a banda Isca de Polícia.
Mas há um leque de absorções culturais no álbum que o torna quase impermeável à categorização, sons que vão do trip hop e da eletrônica dos anos 1990 (em faixas como Run, Baby e Nada) ou mesmo que prestam tributo à batida primal dos Rolling Stones em clássicos como Paint It Black (nas canções Fora, Marte! e Já Ri). Apesar desse véu de predileções (há ressonâncias da new wave, do reggae, de Clara Crocodilo, e do jazz de Esperanza Spalding), nada transparece no disco de Jadsa como se fosse extemporâneo, são apenas pinceladas.
A clarividência de Olho de Vidro, um desses álbuns que devem se tornar referenciais (tipo o Olho de Peixe de Lenine e Marcos Suzano, ou Todos os Olhos, de Tom Zé), traz em si também a marca do manifesto estético, ético e geracional. Na música Sem Edição, ela fala da necessidade de estancar o cálculo, a demasiada elaboração, e voltar aos instintos básicos, ao risco. Sem ajustar, sem realçar, apregoa. A Ginga do Nêgo é carta de ativismo afirmativo (Cantando e rodando pro santo, ela canta, numa possessão que convoca, mesmo sambando manco, mão forte no couro, rasgando beats).
Mesmo tendo sido gestado durante o tempo em que a cantora viveu em São Paulo, a presença da Bahia é indelével. Pontua quase tudo, da canção de abertura, Mergulho, aos poemas incidentais que cortam as letras (a pele dourada, rachada, violenta). Entretanto, não é uma Bahia ritmada e cordata, mas feita de confronto e noise, de contradições e visões.
O disco tem produção musical de João Meirelles (que trabalhou em faixa do grupo BaianaSystem) e participações de colegas já consagrados, como Ana Frango Elétrico, Josyara, Raíssa Lopes e Kiko Dinucci. Para a jovem cantora Luiza Lian, Jadsa reserva um agradecimento especial na faixa Lian. Busquei luz para me alumiar/ escutei Luiza Lian. Entre os músicos, participaram da gravação o baixista Caio Terra, a baterista Bianca Predieri, as cantoras Marcelle Equivocada e Marina Melo e o percussionista Filipe Castro.
SERVIÇO:
Olho de Vidro. De Jadsa. Balaclava Records/Natura Musical. Nas lojas virtuais.

Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.





How to lick michelle’s sweet pussyIndependent escorts in manchesterSame sex marriage and legaBreast implant rupturesAre
organsms bad for teensFacial skin tightenersMiami university open adult synchronized skatingFree pictures ass
xnxx Free erotic video websitesPorn toplistIncreasing good breast sensitivitySexual
predators in staten islandHer first taste of cock clipsBest nude clubs
in atlantaPetitte girls getting fuckedBrunette milf pussy picsRachel jones morris nude picturesVintage motorcycle helmets
nf casque moto https://tube.cableavporn.com/ Link to hoopz sex tapeGirl innocent modeling teenVintage guitar info gibsonThe average erect penis sizeWhite man on black women sexCarrera vintage sunglasses launchMonsters of
cock collectionFree porn fucking machinesMania blue teen girl pornBig tits on the pool table xnxx
Lesbian funny ecardSex islam questions and answersBabe swallows cockFree jennifer
garner nude videoFree erotic pictresGay golf mikeHorny porn comicsGirl strips
out of bathing suit