Mariana Aydar

Antes de se consolidar como força feminina da MPB, a cantora e compositora paulistana Mariana Aydar iniciou trajetória musical na banda Caruá, que privilegiava o forró e os ritmos nordestinos, na esteira do sucesso desses gêneros no circuito universitário de São Paulo. Veia Nordestina, o quinto álbum da artista, marca seu retorno a esse universo, e será lançado na terra natal, no Sesc Pinheiros, na sexta-feira 13 de dezembro, data de aniversário de Luiz Gonzaga (e do infame AI-5).

Veia Nordestina é trabalho majoritariamente autoral, com composições em xote, rastapé, galope, frevo, arrocha etc., dela e de parceiros como Isabela Moraes Duani. Destacam-se a faixa-título, a mimosa “São João do Carneirinho” e o debochado “Forró do ET”, que lembra episódio no qual Elba Ramalho viu um extraterrestre no Rio de Janeiro, com participação especial da própria. “O meu amor me abraçava/ e a gente falava:/ me leve, me leve se for leve”, canta o “Forró do ET”.

No setor não-autoral e não-inédito, há o hit “Espumas ao Vento”, do pernambucano Accioly Neto, e “Venha Ver”, da também pernambucana Anastácia, além de uma versão em pique nordestino da balada feminista “Triste, Louca ou Má”, da banda Francisco, el Hombre, num dueto com Maria Gadú. Mariana arremata a odisseia com a canção antipreconceito “Na Boca do Povo” (“vamos desmistificar o que anda na boca do povo/ se você não entendeu, eu vou dizer de novo”) e com a lírica “Para Dominguinhos“, em honra ao mestre pernambucano morto em 2013.

"Veia Nordestina", de Mariana Aydar

Veia Nordestina. De Mariana Aydar. Natura Musical.

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