O grupo Som Imaginário

Criado no início dos anos 1970 para acompanhar o jovem Milton Nascimento, o grupo Som Imaginário virou mito mesmo sem Milton, em três discos seminais de rock progressivo, evoluções instrumentais e rock rural, Som Imaginário (1970), Som Imaginário (1971) e Matança do Porco (1973).

Depois de 46 anos, o conjunto se reúne como um quarteto, integrado por Robertinho SilvaNivaldo OrnelasLuiz Alves Wagner Tiso. Não estão mais entre nós alguns dos muitos participantes do grupo-comunidade, como  Rodrix, Tavito Naná Vasconcelos, mas os músicos atuais (exceto Ornelas) são todos da formação original.

Numa série de shows nos Sescs paulistas – dia 26 no Sesc Guarulhos, dia 27 no Sesc Santo André, dia 28 no Sesc Pinheiros, dia 4 de outubro com entrada gratuita no Sesc Campo Limpo -, o Som privilegiará não repertório próprio, mas o de Milagre dos Peixes, gravado com Milton em versão de estúdio (de 1973) e ao vivo (1974). Trata-se do mítico álbum que, censuradíssimo, passou seus recados mais pelo instrumental e pela garganta canora de Milton, em temas inesquecíveis como “Os Escravos de Jó”, “Tema dos Deuses”, “Hoje É Dia de El Rey”, “Cadê”, “Sacramento” e “Pablo”. Não são poucas as semelhanças entre o Brasil ditatorial de 1973 e o atual.

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