Secretário Nabil Bonduki comemora o sucesso da 2ª edição do evento mirim, mas já sinaliza que é preciso ter mais espaços para não atrair tanto público num só lugar

Show do Palavra Cantada, de Sandra Peres e Paulo Tatit, atraiu milhares de famílias na 2ª Viradinha Cultural - Fotos: Eduardo Nunomura
Show do Palavra Cantada, de Sandra Peres e Paulo Tatit, atraiu milhares de famílias na 2ª Viradinha Cultural – Fotos: Eduardo Nunomura
O show da Palavra Cantada, na Viradinha Cultural, tinha acabado havia poucos minutos e o secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki, já se antecipava a qualquer pergunta do repórter: “Só uma Viradinha não é bom. Ficar tudo em um só lugar? Se tivéssemos feito três Viradinhas, o resultado seria muito melhor.” O excesso de público na segunda edição da parte da Virada voltada para crianças indica que será preciso, em 2016, multiplicar esses espaços. No mínimo, dois ou três, segundo o secretário.

Sandra Peres e Paulo Tatit cantaram diante de um mar de pais e filhos se espremendo na apertada Rua Doutor Vila Nova, no bairro de Vila Buarque. Depois do show, que estava previsto para o meio-dia mas só começou depois de mais de uma hora de atraso, Sandra afirmou que adorou a experiência, pois o grupo gosta de fazer apresentações ao ar livre, mas sugeriu mudanças. “Pelo número de famílias que comparece, esperamos que no próximo ano a Viradinha seja feita em um dos parques da cidade, com espaços abertos e mais condições para todos aproveitarem”, afirmou.

IMG_20150621_142351A Praça Rotary, onde fica a Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato, foi tomada por famílias, que participaram das inúmeras atividades (apresentações de peças teatrais, contação de histórias, pintura e desenho, fabricação de brinquedos, confecção de fantasias e inúmeras brincadeiras de rua), organizadas pela secretaria e pelo programa São Paulo Carinhosa, coordenado pela primeira-dama Ana Estela Haddad.

A escolha do espaço da Biblioteca se provou correta, segundo Bonduki. O objetivo era distanciar a Viradinha dos outros palcos da Virada, que neste ano foram descentralizados para mais localidades da cidade, porém com uma concentração maior na região central. “A praça estava adequada, temos também o Sesc Consolação ao lado, então se criou um polo ideal para o núcleo infantil da Virada. Vamos agora sentar e planejar como levar a Viradinha para mais locais da cidade”, disse.

Antes do show do Palavra Cantada, duas mulheres tiveram de ser separadas depois de uma briga. Houve filas enormes para comprar comida e bebida. Muitos estacionamentos particulares da região estavam fechados, obrigando as famílias que vieram com carros a ficarem longe da Viradinha. Em alguns momentos, faltou água nos banheiros da biblioteca. Mas o sorriso da garotada compensou qualquer sacrifício.

“Achei que resgata um pouco a infância dos pais, quando tínhamos vários amigos e brincávamos muito na rua”, afirmou a coordenadora de pesquisa Glaucia Aragão. Mãe de trigêmeos de 6 anos, ela e o marido, Lucio, acabaram ficando distante dos palcos na maior parte do tempo. Mas se surpreenderam em ver como é fácil divertir os filhos com as brincadeiras antigas de rua, como pular corda, labirinto e saltar pneus, além de poder encontrar os amigos no evento e fazer com que as famílias todas possam participar. “É muito bacana a gente poder ser inserido nos espaços públicos.”

Brincadeira de fitas na Praça Rotary, onde está localizada a Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato
Brincadeira de fitas na Praça Rotary, onde está localizada a Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato

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