Ei, alguém aí me ajuda? Posso perguntar?

Vocês já ouviram falar de um filme chamado Um Porco em Gaza?

É o seguinte. Passava eu pelo camelô de piratas aqui  na esquina, quando encontrei Hannah Arendt, um filme que eu queria muito ver – e que vi e achei absolutamente maravilhoso.

Rolava a costumeira promoção, um DVD por R$ 4, três DVDs por R$ 10. Procura daquii, procura dali, acabei trazendo para casa esse tal do porco de Gaza, que não faço a melhor ideia do que seja.

Estou escrevendo e não vou procurar no Gugol – há certas horas em que a ignorância é uma bênção.

Fui assistindo ao Porco em Gaza. E fui adorando mais e mais a cada cena. E fui matutando como aquilo tudo ali era um universo tão estranho, desconhecido (, fascinante) e distante para mim. Eta, mundo grande sem porqueira.

O filme é doidão, vou logo avisando.

Um soldado judeu bebe sêmen suíno – e fica revigorado com isso.

O porco, que foi pescado no mar (!!!), se veste de ovelha para poder pisar em chão sagrado gaza-israelense!!! Jesuis!

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O porco-ovelha passa o diabo tentando driblar proibiçõess e censuras do lado de lá e do lado de cá – sejam quais forem os lados de cá e de lá.

De repente, me aparece no filme palestino a Miss Piggy, em carne, osso e fofura.

De repente, me aparece no filme judeu UM MONTE de black blocs! :-O

De repente, me aparece no filme de não sei onde ninguém mais, ninguém menos que a Débora Bloch – do Brasil.

O filme me pareceu cruel com os judeus, e cruel com os palestinos – e eu gosto disso. Me faz pensar na Hannah Arendt, que, aprendi só agora, muito foi acusada (sendo judia) de ser cruel com os (mais poderosos entre) os judeus.

Ainda sobra alucinação para um lindo personagem (judeu) se dirigir a uma linda personagem (palestina) e perguntar: “Se lá no Brasil eles conseguem viver em paz, por que nós não conseguimos”. Não é exaaaaaaatamente assim, meu caro amigo soldado, mas, ok, entendi o que quer dizer, você a Débora (Black) Bloch estão cobertos de razão, de razões.

Será que o filme era generoso com judeus E com palestinos, e fui eu que não entendi nada?

Enfim. Eu juro pra você, isso tudo aconteceu mesmo, aqui na minha televisão. Não pirei, não estou internado e não estava sob efeito de nenhuma substância esquisitona quando vi o(s) filme(s). Nem agora, quando escrevo este texto. Prometo que é tudo tão fantasioso quanto é real.

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Mas a pergunta, a que eu queria fazer pra vocês desde o início, é: que diacho de filme delicioso é esse Um Porco em Gaza?

E que diacho de mundo FODA é este em que estamos vivendo, que nos conecta judeus-brasileiros-palestinos-etc. por intermédio do camelô da esquina?

 

 

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