Cerca de 25 mil brasileiros vivem na região do massacre de hoje, em Connecticut, mas a cidade de Newtown, na qual aconteceu a tragédia, não é das que mais abrigam a comunidade do Brasil. Hartford, Danbury e Springfield têm mais brasucas entre as 12 cidades da região. Quem me contou isso foi Breno da Mata, editor do jornal Comunidade News, destinado aos brasileiros da região.

Breno vive em Danbury, a 10 km do local do massacre, e acabo de falar com ele por telefone. Também está à procura de possíveis vítimas do País lá em Newtown. Foram mortas 27 pessoas, 18 das quais eram crianças. “Eu tenho certeza de que tem, mas ainda não consegui contato com pais que tem filhos estudando na cidade”, afirmou. “Estou esperando respostas de uns telefonemas e emails que disparei”. Segundo Breno, o momento é de confusão e dor, e as pessoas estão em polvorosa. Sempre fico meio abalado com essas histórias, como todo mundo.

Estive naquela região em 2005, com o fotógrafo Cláudio Versiani. Estávamos em busca dos imigrantes brasileiros ilegais por ali – 75 deles tinham sido presos dias antes, o maior caso até àquela altura. Comemos na churrascaria Brasil Grill e conversamos com gente que andava com o passaporte no bolso, esperando a qualquer momento a prisão e a deportação. Muita gente boa, muito trabalhador esperançoso. Na Park Street, a rua dos brasileiros em Hartford, ia acontecer naqueles dias a 2.ª Festa do Sinal. Os festeiros usariam camisetas com sinais de trânsito: verde para os solteiros, amarelo para os “enrolados”, e vermelho, para os casados.

Sabemos que pedir apoio é chato. Mas precisamos falar com você

Mascote FAROFAFÁ FAROFAFÁ é o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes e teatro. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.

Diferente dos grandes veículos, não temos donos bilionários e não corremos atrás de cliques. Isso significa duas coisas:

1. Cobrimos o que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores nem seguir agendas externas.

2. Praticamos o jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu o disco, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.

Sabemos que nem todo mundo pode contribuir. Mas se nosso trabalho faz diferença na sua relação com a cultura, considere se juntar a quem mantém esse projeto vivo. Qualquer valor conta.

Escolha como apoiar

Saiba mais em farofafa.com.br/apoie

PUBLICIDADE

DEIXE UMA REPOSTA

Por favor, deixe seu comentário
Por favor, entre seu nome