Em 1983, escrevíamos para pagar a cerveja.
Em 1986, escrevíamos orgulhosamente com a ambição de tomar o lugar do Pepe Escobar.
Em 2006, escrevíamos para pagar a faculdade dos filhos.
Em 2011, escrevemos para não sermos confundidos com os novos fascistas.

O fato é que escrevemos por algum tipo de recompensa a vida toda.

E foi assim que chegamos a essa nova era.
Outro dia discutíamos na sala sobre o poder das redes sociais.
Discutíamos por causa do vinho, porque não estávamos realmente interessados.

“Tenho um milhão e meio de seguidores”, gaba-se o bobo do CQC.
Sugere que enxerga assim uma chancela de “influente” em sua vida (reclama um naco de relevância que possa ser auditado pela Burston).

Meio nauseante esse profusão de carcaças de auto-importância realimentando o fogo fátuo das revistas e jornais.

Tem os que enchem a tampa de chope e certezas no corredor da Mourato Coelho. E tem o Pinduca, berrando poemas com três malucos talentosos numa terça gelada.

Para encerrar, duas coisas para as quais não fazem seguro, mas deveriam: Fusca 1980 e a tarefa de medicar um gato.

Precisamos de um quilo de farinha pra fazer FAROFAFÁ!

Mascote FAROFAFÁ Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.

Diferente dos grandes veículos, não somos donos bilionários e não corremos atrás de cliques a qualquer custo. Isso significa duas coisas:

1. Farofafá trata do que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores.

2. Praticamos jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu a música, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.

Você pode ajudar a deixar Farofafá mais forte e vibrante! Escolha sua forma de contribuir e vamos farofafar juntos!

Escolha como apoiar

Saiba mais em farofafa.com.br/apoie

PUBLICIDADE

3 COMENTÁRIOS

  1. Paraibinha prezado…mesmo a distância dou as vezes um rolê pelo seu blog e confesso que sempre me surpreendo positivamente… esse texto é uma belezura e me identifico com ele totalmente…tá sendo dureza envelhecer, escrevendo sem as mesmas motivações,mas resistindo…indo…abraço

DEIXE UMA REPOSTA

Por favor, deixe seu comentário
Por favor, entre seu nome