confesso que fiquei assustado.

heath ledger fez um coringa terrível, homicida, psicopata, um cirurgião plástico do inferno.

é verdade, é diretamente saído de uma costela da história em quadrinhos A PIADA MORTAL, de alan moore e brian bolland, gibi fantástico de 1988. mas tem muito também de BATMAN ANO UM, de david mazzuchelli.

há muita coisa a favor desse novo batman. por exemplo: se o sujeito vai em busca de ação, não vai encontrar a ação que já se tornou clichê nos filmes do tipo, com a radicalização das lutas marciais de socos contínuos, aquelas coisas.
nada disso: não tem porrada ética nesse filme, é tudo golpe baixo.
se vai em busca de uma fantasia inteligente, capaz de balançar as convicções mais plácidas das multidões, vai encontrar.

há uns probleminhas de roteiro, coisa de nada (afinal, se o coringa é um psicopata, que comete homicídios em massa, porque na delegacia deixam só um sujeito, e desarmado, cuidando dele, e ele ainda sem algemas?).
tem uns diálogos também que não estão à altura.

mas, de fato, heath ledger faz a gente esquecer o coringa camp de jack nicholson.

Precisamos de um quilo de farinha pra fazer FAROFAFÁ!

Mascote FAROFAFÁ Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.

Diferente dos grandes veículos, não somos donos bilionários e não corremos atrás de cliques a qualquer custo. Isso significa duas coisas:

1. Cobrimos o que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores nem seguir agendas externas.

2. Praticamos o jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu o disco, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.

Se nosso trabalho faz diferença na sua relação com a cultura, considere se juntar a quem mantém esse projeto vivo. Qualquer valor conta.

Escolha como apoiar

Saiba mais em farofafa.com.br/apoie

PUBLICIDADE
AnteriorADEUS & OBRIGADO, DICKE
Próximo
Jotabê Medeiros, paraibano de Sumé, é repórter desde 1986 e autor de Belchior - Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 2017), Raul Seixas - Não diga que a canção está perdida (Todavia, 2019), Roberto Carlos - Por isso essa voz tamanha (Todavia, 2021), O Último Pau de Arara (Grafatório, 2021) e A Culpa é do Lou Reed (Reformatório, 2024)

DEIXE UMA REPOSTA

Por favor, deixe seu comentário
Por favor, entre seu nome