foto: jatobá madeira

e o homem toca hoje no ibirapuera.
sonny rollins, o fabuloso sax tenor.
vou de gravata, segunda vez que uso esse ano.
eu vi sonny em nova york, em agosto, no central park.
se vocês forem vê-lo hoje ou no parque, de graça, no sábado, às 11h, prestem atenção ao trombonista que toca com ele.
é clifton anderson, sobrinho de sonny.
ele literalmente “faz a cama” para o sax de sonny brilhar, é um acompanhamento único, embora discreto e melodioso. ele toca o trombone como se tocasse um piano.
sonny disse:
“quando eu era garoto, 6 ou 7 anos, ficava ouvindo fats waller no rádio. não havia TV naqueles dias. mas depois veio louis jordan. ele tinha uma banda chamada his
tympani five. faziam grandes discos de rhythm’n’blues. essas foram minhas primeiras influências”.
ele é bebop, ele é hard-bop, mas ele também é funk.
vocês verão por si mesmos.

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Jotabê Medeiros, paraibano de Sumé, é repórter de jornalismo cultural desde 1986 e escritor, autor de Belchior - Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 2017), Raul Seixas - Não diga que a canção está perdida (Todavia, 2019) e Roberto Carlos - Por isso essa voz tamanha (Todavia, 2021)

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