ando meio que empapuçado do noticiário, da cara do juiz gilmar mendes, dos personagens novos corruptores que surgem a todo momento, do jornalismo tentando livrar-se apressadamente de suas fontes privilegiadas e clamando eternamente pelo salvo-conduto da liberdade de imprensa.

negociatas, só os outros fazem.
quero evitar essas discussões no elevador, no carro, no trânsito, no almoço.
o pescoço dói.
para piorar, descubro que o filme ‘control’ revela uma expressão-chave que uso no meu livro, que escrevi há uns 5 anos e que repousa nos arquivos do computador.
fico com um terrível mau humor.
aí, só tentado levantar o astral com alguma boa lembrança.
essa é fresquíssima, é da quarta-feira: uma manhã em salvador, um café com leite na tabacaria do pelô, duas aquarelas de um artista angolano de rua chamado tauny e daí essa foto com os rapazes que vendem colares no farol da barra.
meio dia na bahia é igual a um mês de euforia. já tô novinho em folha.
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Jotabê Medeiros, paraibano de Sumé, é repórter de jornalismo cultural desde 1986 e escritor, autor de Belchior - Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 2017), Raul Seixas - Não diga que a canção está perdida (Todavia, 2019) e Roberto Carlos - Por isso essa voz tamanha (Todavia, 2021)

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