quarta-feira, junho 3, 2020

Rádio Farofa: a felicidade não existe?

RÁDIO FAROFA convida para um pequeno passeio pela discografia de Odair José e adjacências.   1. Diana, "Vida Que Não Para" (1978) - uma das canções mais otimistas (e fofas) de Odair, de 1972, na versão de sua esposa e colega de estrelato nos anos 1970. 2. Zeca Baleiro, "Eu, Você e a Praça" (2006) - versão arrasa-quarteirão da balada de 1973 por um fã (e mais...

Rádio Farofa: domingo

Em honra à sunday morning que levou Lou Reed embora. 1. Ângelo Máximo, "Domingo Feliz (Beautiful Sunday)" (1972) - pop pós-jovem guarda para um domingo feliz. O passado não foi, quem sabe o próximo? 2. Bebeto, "Praia e Sol" (1981) - Praia, sol, Maracanã, futebol: domingo. 3. Beth Carvalho, "Domingo Antigo" (1968) - uma Beth de festival, toadeira moderna, pré-sambista, cantando Arthur Verocai e Arnoldo Medeiros. 4. Claudette Soares, "Domingou" (1968) -...

Rádio Farofa: Banana menina tem vitamina

A 15 minutos do início da Copa do Mundo no Brasil, o país que tanto já se autoescamoteou por trás da fórmula "não somos racistas" acordou de repente discutindo racismo. As bananas viraram símbolo controverso de um clamor vocalizado até mesmo pela presidenta da república tropical que um dia já foi rotulado de "república de bananas". E isso tudo...

Rádio Farofa: au, au, au, hi-ho, hi-ho

Em tempos de beagles black-bloc, rotweillers e pitbulls, FAROFAFÁ oferece uma compilação de músicas de cão - e alguns outros bichinhos. 1. Os Saltimbancos, "Um Dia de Cão" (1977) - apanhar a bola-lá, estender a pata-tá, o rabo entre as pernas-nas: lealdade eterna por parte do melhor amigo do homem, segundo Chico Buarque, pela voz de Ruy, do MPB 4. 2. Roberto Carlos, "O Portão" (1974) -...

Rádio Farofa: quem é o campeão dos campeões?

O país do futebol é o país da música popular é o país da Copa do Mundo de 2014. É só sambar, sambar, sambar. 1. Maria Alcina, "Fio Maravilha" (1972) - o maior compositor brasileiro de futebol, Jorge Ben, faz gol de placa no festival da canção, pela voz masculina da revelação feminina Alcina. 2. Skank e Nando Reis, "Alexia" (2014) - em 2014, elas também...

Chacrilongos

Nós que zumbizamos pela internet (apesar de também existirmos na chamada "vida real") fomos chamados de INSETOS há uma semana pela "Veja", uma revista que já foi importante no passado e hoje vive enroscada com gentes e atitudes para lá de cavernosas. Sem saber ainda o que a ex-revista aprontará neste fim-de-semana, FAROFAFÁ presta esta homenagem a nós mesmos, besouros...

As cataratas nos olhos de Rosália

Antevisto em anos recentes pelas bravas Tata Amaral e Anna Muylaert, o admirável percurso das mulheres diretoras na safra atual do cinema brasileiro deve ganhar nos próximos meses a adesão da estreante Caroline Leone, ainda desconhecida no Brasil natal, mas já premiada pela crítica na mais recente edição do Festival de Roterdã, na categoria de longas de estreia. Antes, a diretora já havia...

Pra não dizer que não falamos das flores

Marina Silva lançou mão de um chavão para se referir metaforicamente à não-obtenção do registro de sua Rede Sustentabilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral: "Mesmo que matem milhares de flores não poderão impedir a chegada da primavera". FAROFAFÁ homenageia a ativista política por intermédio da música, do "que fim levaram todas as flores" dos Secos & Molhados ao "as flores de plástico não morrem" dos Titãs. Que...

Rádio Farofa: deixa eu te ver, peixe

Na água, os peixes (do rio Piracicaba, por exemplo) estão morrendo. Na terra, os ambientalistas estão chegando os ambientalistas. No ar, os urubus continuam passeando a tarde inteira entre os girassóis. E FAROFAFÁ chora com os rios, cantando músicas de peixes. 1. Doces Bárbaros (Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia), "Peixe" (1976) - Vi o brilho verde peixe prata. 2. Erasmo Carlos, "Panorama Ecológico" (1978) - Lá...

Rádio Farofa: dê um rolezinho

Com Gal Costa e os Novos Baianos, "dar um rolê" parecia um eufemismo de tempos bicudos para fumar maconha zanzando livremente pelas ruas do Rio de Janeiro. No hip-hop, o rolê sempre foi sinônimo de diversão, embora por vezes apareça emparelhado com trabalho, trampo, corre... Do entrelaçamento entre o funk-ostentação e o gosto adolescente pela farra, o "rolezinho" ganhou os shopping centers...