você já leu alguma análise ampla, abrangente e serena sobre a crise política que governa o brasil-2005? quero dizer uma análise adulta, que não se precipite à angústia e ao alvoroço de fechar posição estabanada contra lula, o governo e o pt, nem tampouco a favor deles. leu? aposto que não leu. no elogio à adultescência que tem erigido o pilar central da grande imprensa brasileira de 2005, serenidade é artigo raro, é mico-leão dourado aterrorizado diante do pânico da extinção precoce.
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por isso é que exulto ao topar com a grande análise em oito páginas “o pt e seu labirinto”, por feliz “coincidência” estampada nas páginas da revista em que eu trabalho (não, nem conheço seu autor, raimundo rodrigues pereira; só sei que ele é jornalista experiente e, hoje, independente). sua reflexão parece um elogio à maioridade cidadã, porque não foi feita sob os objetivos delirantes de apear lula do poder, ou ancorar lula ao poder, mas antes para analisar a conjuntura e os contextos com os elementos que possuímos à mão para fazê-lo, em plena vigência da dramaturgia da conjuntura e dos contextos. simples assim. simples e raro, como água não poluída.
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infelizmente, no site da “carta capital” só é possível ler os primeiros parágrafos da análise. para lê-la inteira, é preciso procurar e encontrar a revista, no velho e maltratado formato papel. tá pensando que análise serena e adulta dá em árvore? não dá no pé, tem que ir ao tororó. quem quiser vatapá que procure fazer.
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em minha opinião, trata-se de interpretação essencial, de grande alcance, fundamental para quem cobice entender um quindinzinho do que seja da crise que vive, da origem da crise no seio do próprio governo, dos interesses (mal) escondidos por trás dela. traz informações tão óbvias e públicas que nem hão de ser encontradas nas páginas da “veja”, da “folha”, do “estado”, da(o)s “globo”s etc. sem almejar explicar o que está escrito lá, copio aqui-agora alguns desses trechinhos que, de tão óbvios, nem despertam o espírito investigativo dos grandes meios de comunicação controlados por patriotas da iniciativa privada interessados exclusivamente no bem geral e público da população brasileira (morou na ironia?).
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vai parecer complicado o labirinto percorrido por pereira, mas tenho certeza de que você conseguirá compreender.
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“a transformação de lula no anti-lula completa-se depois de eleito. isso pode ser visto por um detalhe: o comportamento do governo em relação à cpi da evasão de divisas, também chamada de ‘cpi do banestado’. as investigações sobre a evasão vinham de antes. tinham se destacado graças ao trabalho de um procurador da república no paraná, celso três, que conseguiu na justiça a quebra do sigilo bancário de contas especiais – as chamadas cc5 – abertas pelo banco central em foz do iguaçu. em maio de 1998, através de ‘carta capital’, três denunciou o desvio de r$ 30 bilhões por meio de ‘117 empresas e 11 figurões’. em fins de 2001, os americanos, interessados em perseguir eventuais terroristas árabes da região de foz, começaram a passar para os investigadores brasileiros arquivos bancários relativos a doleiros que operavam nos eua a partir de remessas que partiam de agências bancárias naquela cidade. e, no começo do governo lula, com a expectativa de grandes mudanças no país, a polícia federal e o ministério público decidiram aprofundar a investigação dessas contas.”
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“em abril de 2003, a polícia federal, depois de uma operação em nova york com apoio dos americanos, apresentou no congresso brasileiro um relatório das investigações. o documento apontava nomes bastante conhecidos no pfl e no psdb: citava jorge konder bornhausen, s. motta, josé goldenberg, josé serra, wigberto tartuce, ricardo sérgio de oliveira. descrevia um ‘esquema maluf’, por onde teria saído dinheiro ilícito do ex-prefeito e ex-governador de são paulo. falava de uma ‘conta tucano’, através da qual teriam sido movimentados us$ 176,8 milhões (note-se, mais ou menos dez vezes o caixa 2 assumido por delúbio soares, de cerca de r$ 50 milhões), chegando ao detalhe de cerca de us$ 18 mil que teriam sido pagos à apresentadora do programa de tevê de josé serra na campanha de 2002, valéria monteiro. a esta altura, no entanto, o governo lula já tinha se distanciado claramente da idéia de alterar o sistema de remessas para o exterior pelas contas cc5. a equipe econômica que escolhera era tão conservadora quanto a de fhc e iria aprofundar o ajuste econômico neoliberal.”
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“a cpi acabou instalada, à revelia do comando governista, em junho de 2003. e terminou de forma melancólica no início de 2005, sem a aprovação de uma conclusão final. ela acabou se voltando contra o então chefe da casa civil, josé dirceu. curiosamente, como coordenador político do governo na época, dirceu tinha comandado o esforço primeiro para evitá-la e, depois, para contê-la. parlamentares do psdb e do pfl fizeram vários discursos dizendo que o ‘comissário’ josé dirceu montara com a cpi um banco de dados para perseguições políticas ao estilo soviético. ‘ninguém duvida – disse o senador tasso jereissati, do psdb – que sob o comando do zé direcu’, ‘a cpi do banestado montou um banco de dados sobre empresários, passando dos limites legais’.”
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“[em 2005,] embora a economia ancorada nas exportações começasse a dar resultados espetaculares para umas poucas centenas de grandes empresas e bancos e a criar um expressivo, embora pequeno, surto de emprego formal, a base governista começou a se agitar; o partido perdeu as eleições para a presidência da câmara em fevereiro, e em junho jefferson abriu o bico. o escândalo escancarou todas as debilidades do partido que parece ter acreditado que realizaria profundas mudanças políticas no país sem qualquer ruptura, sem um choque com as forças extremamente conservadoras que o controlam e que o tornam, há séculos, um dos mais injustos do mundo.”
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“a revista ‘veja’, a maior do país e a pioneira nessa denúncia, fala do escândalo nestes termos: ele teria sido provocado por ‘uma quadrilha que avançou sobre o dinheiro público no governo lula’, com ‘apetite pantagruélico’, ‘naquele que vem se revelando o maior e mais audacioso esquema de corrupção da história política brasileira’. essa avaliação, que é a da maioria dos meios de comunicação das empresas do grande capital, não se apóia nos fatos ou nos precedentes históricos. não há, até agora, prova de uso de dinheiro público no esquema delúbio-valério que é o centro do escândalo. (…) em termos quantitativos, é um escândalo irrisório. a comissão de inquérito do congresso que apurou remessas de dinheiro para o exterior mandou, no ano passado, à receita federal uma lista com os nomes de todos os que tinham enviado mais de us$ 100 mil para fora entre 1998 e 2002, para que fosse verificado quem tinha pago os impostos devidos e os faltosos fossem punidos. o resultado: r$ 224,2 bilhões de multas, para centenas de empresas e alguns milhares de pessoas. perto desse montante, os r$ 56 milhões do esquema delúbio-valério são uma migalha: 0,02%.”
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“na história do país, a imprensa sempre amplificou crises. e sempre com o sentido de apoiar as forças mais conservadoras. em entrevista a ‘carta capital’ e também em sua coluna no jornal ‘valor’, (…) o cientista político wanderley guilherme dos santos disse: ‘a grande imprensa levou getúlio ao suicídio, com base em nada; quase impediu juscelino de tomar posse, com base em nada; levou jânio à renúncia, aproveitando-se da maluquice dele, com base em nada; à tentativa de impedir a posse de goulart, com base em nada. a grande imprensa em países em desenvolvimento é a grande porca das instituições…”
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vejo provas vivas (mas mórbidas) da precisão dessa avaliação de wanderley no noticiário destes dias. exemplos?
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severino cavalcanti, ‘ladrão de galinhas’ do atual escandoloduto traficado pela mídia, foi alçado a todas as manchetes garrafais, execrado unanimemente por todas elas. foi humilhado publicamente pelos repórteres que o acossaram em nova york. sub-produziu mais um “herói sem nenhum caráter” versão século xxi: o ultra-canastrão sebastião buani, um “miserável” fornecedor de rações alimentares a bacanas brasilienses (severino contra sebastião, os males do brasil são?).
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no histórico 9 de setembro de 2005 (alô, dunha!), paulo maluf foi preso, soterrado por uma montanha de provas acumuladas maior que a pilha de manchetes anti-severino – nem por isso maluf ganhou de severino a prioridade nas manchetes (paulão & seu filho flavião, os males do brasil não são?).
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menor prioridade ainda mereceu uma reportagem acanhada em baixo de página da “folha” em que um perito avaliava que a assinatura de severino, naquele documento provador de suborno que poderá motivar sua ruína e cassação, não corresponde ao modo habitual de severino assinar seu nome. poderia ser uma falsificação? deixa para lá, manchetes assinaladas não se apagam jamais.
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e então vem o arauto moralista clóvis rossi coroar os abusos no artigo “todos malufaram” (nem todos, caro rossi): vocifera contra o brasil (e contra o povo brasileiro, suponho), que estaria invertendo valores e prioridades ao permitir que a prisão de maluf merecer menos espaço no noticiário que o assalto ao galinheiro de severino. como se quem definisse as manchetes dos jornais fosse essa garatuja mítica denominada “brasil”, ou então seu sórdido povo, e não os gloriosos chefes de jornalismo & seus sabujos.
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daí que é preciso ir buscar ar fresco nas seções “do leitor”, hoje os espaço mais progressistas dos jornais, apesar de toda sorte de opiniões fascistas e autodestrutivas que também cabem ali. fecho totalmente com a opinião da superleitora (e historiadora) sheila schvarzman, que assim se posicionou no “painel do leitor” da “folha” de clovis rossi: “é insuportável ver, uma vez mais, um corruptor vertendo suas lágrimas na primeira página do jornal. é hora de acabar também com essa hipocrisia. o pobrezinho empresário pagou porque pôde, porque quis, porque isso é uma prática institucionalizada entre todos, desde sempre. afinal, as ruas das cidades podem receber restaurantes, e o senhor buani, se não fosse conivente com a prática, se não se beneficiasse da clientela certa e de outras vantagens, iria, como outros concorrentes seus, dar duro em outra freguesia. chega de desfaçatez. chega de apontar nos outros os erros que nossa sociedade permite e incentiva. chega dessa falsa idéia de que a pureza será resgatada excluindo os defeitos que estão sempre no outro. é fácil e covarde”. bravo, sheila, bravo, bravíssimo!
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ei, você aí. já escovou os dentes, lavou as mãos e tomou banho hoje? molhou as mãos (as suas, as de algum outro)? e autocrítica generosa? já fez a sua, hoje?
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ah, não foi mera invasão das leitoras sem-texto, a da sheila. a ministra-chefe da casa civil, dilma roussef, dissera parecido no mesmo jornal, pouco antes: “afinal, você tem os corrompidos e os corruptores. esses jamais foram punidos, você não tem um caso de corruptor punido”. a punição dos corruptores (de galinheiro) será inaugurada por severino cavalcanti, aquele que espuma bocas hidrofóbicas na profissão de xingo “rei do baixo clero” (alô, roberto carlos!, alô, luta de classes!)?
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dilma também se pronunciou contra a hoje popularíssima “delação premiada” (essa filha caçula de roberto jefferson) e contra o “julgamento político” sem provas (para ela característico de “regimes de exceção”). “não podemos repetir o período da idade feudal, em que eu tinha de provar minha inocência. mulheres tinham que provar que não eram bruxas”, diz, anti-autoritária, a brava dilma. ela sabe do que está falando, foi torturada pelo regime ditatorial quando a delação era extraída mediante a punição da tortura, obrada por forças conservadoras que devem ser tias-avós das que hoje ensaiam premiar as delações.
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escrevendo outro abrangente artigo na mesma edição (359) da “carta capital” em que foi citado por raimundo rodrigues pereira, o cientista político wanderley guilherme dos santos avançou sobre o cisma e a diáspora que parecem ser vividas dramaticamente hoje pelos brasileiros que se julgam, se dizem ou se comportam como progressistas (ou “esquerdistas”, se não lhe doer o palavrão). passando de raspão pelo pv de fernando gabeira (“deixo de fora o partido verde, por estar operando como abrigo de aventureiros, associados, no momento, à direita institucionalizada”), esse intelectual 100% não-silencioso lança-se à (auto)crítica do conservadorismo auto-sabotador exercido de dentro, por parte de petistas intelectuais e intelectuais petistas que integram aquela maioria que, segundo pereira, “para não cair nas más graças da grande imprensa conservadora, tem adotado uma atitude ‘de quem não tem nada a ver com o problema’, como disse a economista petista maria da conceição tavares” (incluam-se entre esses, por favor, todos os eleitores “decepcionados” de lula, sejam ou não “intelectuais”). escute esta canção, veja esta canção do wanderley:
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“lêem-se as declarações de, literalmente, clubes de famílias paulistanas, fundadoras do pt, indignadas com o que fizeram com o que tratam como o seu quintal, pregando re-fundações e re-pactuações. explicam os escândalos como resultado da falta de caráter de alguns dirigentes. isso é auto-ilusão, no melhor dos casos. no pior, é a evidência de que o partido dos trabalhadores, o acontecimento político mais relevante na história política brasileira, sofre cerrado assalto, ao mesmo tempo, dos reacionários de fora e de dentro da legenda. a busca das origens equivale a uma confissão de quem se refugia no passado porque não tem ânimo para decifrar o futuro. é a direita doméstica”. bravo, wanderley, bravo, bravíssimo!
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e auto-ilusão, você já praticou hoje? se acostumou ao hábito, sem nem saber quando, onde e por que adquiriu tal hábito anti-higiênico? se apega ao passado por medo do futuro? e o presente, como/onde é que fica?
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direita doméstica, pois é. sacumé? manja a “cafetina” jeany mary corner, a “mulher pública” cuja existência tem enchido de pavor as existências dos “homens públicos” (alô, vange!)? ninguém soube expliciar tão bem quanto ela nestes dias o que é que o wanderley tá querendo dizer com esse papo de “direita doméstica”. falando à “folha”, jeany revelou quem é seu atual ídolo político brasileiro: heloísa helena, do ultra-esquerdista (será mesmo?) psol. com o perdão dos termos chulos e caricatos que vou utilizar agora, eu adoro assistir à forte atração da “puta” pela “freira” (e espero que seja correspondida, e que a brava heloísa aceite a reivindicada filiação de jeany no seu psol).
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eu não tô falando que a puta é a freira, e vice-versa, assim como a esquerda festiva é a direita doméstica, e vice-versa?
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ou você acha que é à toa que jeany mary corner não hesita em nomear seu outro ídolo político atual, de envergadura tão sólida quanto à de helô helê? sim, é ele, roberto jefferson, ele mesmo, o paizinho postiço da “delação premiada” e dos “julgamentos políticos”. jeany está entendendo tudo, tudo, tudinho, mesmo filiada (infelizmente, na minha opinião) à vertente esclarecida da direita doméstica, aquela que consegue abençoar o improvável casamento ideológico entre helô helê & bob jeff.
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mais drástica ainda que a direita doméstica esclarecida deve ser a direita doméstica auto-iludida, aquela perpretada pelo altivo fernando gabeira, intelectual e militante político-comportamental que tantas boas contribuições já prestou ao brasil. num ataque de “com meu cabelo grande eu fiquei contra o que já sou”, gabeira tem se declarado “arrependido” da “encrenca” que ajudou a criar, por tudo que fez para ajudar a subida de lula ao poder (no longínquo 1989, gabeira foi cotado para vice de lula, mas foi sobrepujado por pressões que incluíam, até mesmo, insinuações homofóbicas). depois de tanta luta, gabeira arrependeu, cansou, jogou a toalha. encarna hoje o mais ferrenho inimigo dos nordestinos “ignorantes” lula e severino.
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de mãos dadas com gabeira nesse ímpeto, aparece o senador pefelista de perolados olhos claros jorge bornhausen. direita doméstica de alto garbo, o libertário gabeira hoje forma outro casamento ideológico improvável, com um oligarca sulista freqüentador das listas de beneficiários das contas cc5 lá de cima, que, não bastase isso, volta e meia deixa escapar laivos nazifascistas contra aqueles que deve julgar inferiores a sua estampa ariana – entre os quais certamente se contarão às centenas nordestinos, homossexuais, mulheres, negros, petistas & outros companheiros. o que é isso, companheiro?
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seja enrustido ou esclarecido, conservadorismo é isso aí. noivado de gabeira com bornhausem dá lobisomem. casamento de helô helê com beto jé dá jacaré. e nem adianta querer discutir os sexos dos anjos.
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é por essas & outras que pulo dos cantos do auto-engano para as cantorias do auto-comhecimento, da radicalidade da direita doméstica para o nomadismo da esquerda cigana. remeto-me à entrevista concedida a silvana arantes, bem longe daqui, lá em veneza, pelo cineasta brasileiro fernando meirelles, diretor de “cidade de deus” e um dos amplificadores, para o mundo, do brasil (cidade-estado de deus) de seu jorge & mv bill, dadinho & zé pequeno, deize tigrona & tati quebra-barraco, serginho & lacraia, & outros milhões de anônimos. meirelles acha que “o que está acontecendo no brasil é muito bom”, que “essas coisas sempre existiram, e nós fingíamos que não”.
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prosaica, a conclusão dele é a mesma que, acho, deve explicar por que o brasil, apesar de tanta crise, anda firme, alegre & pintado de verde-amarelo (até nas famosas boates modernas!), mesmo quando a orquestra da auto-ilusão luta para nos fazer crer no bicho-papão de que o precipício está próximo. vai, meirelles, vai: “a crise dói, como todas as crises doem – as pessoais, as profissionais, as matrimoniais. mas estamos na situação do cara que vai ao analista para procurar resolver os seus problemas e não de quem tenta se matar. o risco-país não aumentou. o país não parou. continuamos trabalhando muito, todos os dias, como sempre fizemos e, ao mesmo tempo, lavando a roupa suja”. é que, o fernando sabe, é tempo de desafiar as atávicas pulsões de morte que nos fazem crer que carregamos a sina de sermos apenas metade, o hemisfério miserável do mundo (de nossa cabeça). é deste partido que quero a carteirinha de filiação.
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é que, 505 anos depois de seu cabral, o brasil tem descoberto que se atirar ao desconhecido causa medo, vertigem de suicídio, tristeza, crise. mas que sairá voando graciosamente, toda vez que houver fortalecido bem as asas antes de pular.
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você já voou um pouquinho, hoje em dia?

[* este texto tem um tópico-irmão, logo aí em cima; a síntese entre os dois nós faremos depois, juntos, aqui, ali, em todo lugar]

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Editor de FAROFAFÁ, jornalista e crítico musical desde 1995, autor de "Tropicalismo - Decadência Bonita do Samba" (Boitempo, 2000) e "Como Dois e Dois São Cinco - Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa)" (Boitempo, 2004)

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