também tenho aprendido a adorar quando tudo se mistura.

porque a cultura de compartimentos não existe desde sempre, ela vem em ondas como um mar, não é mesmo? acho que aquela voracidade yuppie dos anos 80 foi criadora da atual cultura de compartimentos, que vários já tentam romper (alô, cássio), mas que ainda é vigente em regra aqui no brasil. cinema é cinema, música é música, política é política.

mas não, né? música é cinema. cinema é teatro. teatro é filosofia. filosofia é cultura. cultura é política. política é música. por isso sou jorge ben (jor) desde criancinha. o disco novo dele, “reactivus amor est (turba philosophorum)” (tradução livre de quem não sabe latim? reative-se o amor, turba filosófica!!!), desprezado em regra por 9,9 de cada 10 brasileiros, é genial por isso: porque é cinema, é telenovela, é teatro, é baile, é música, é alquimia, é religião, é política, é ocidente e oriente, é tsunami, tudo junto no mesmo suingue. obra total, não tem essa de filminho, disquinho, ingressinho de balé.

“é todo mundo junto no um”, diria baby. que baby? do brasil.

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