Olá, Amigos, tudo bem?

Conforme o Pedro Alexandre Sanches disse, este é um texto inédito no FAROFAFÁ (*).

Sou o Diga, e fiz parte da produção da Virada Cultural 2015. Fui um dos assistentes do Palco Rock, um dos locais mais concorridos dessa edição, por onde passaram milhares de pessoas durante as 24 horas de Evento.

O show de Erasmo Carlos, visto pelo lado de dentro (foto Pedro Alexandre Sanches)
O show de Erasmo Carlos, visto pelo lado de dentro (foto Pedro Alexandre Sanches)

Este ano foi particularmente diferente, pois soubemos que a pré-produção seria encurtada. Teríamos pouco mais de 48 horas para fazer as coisas acontecerem lá no Palco Rio Branco, o Palco Rock.

Por volta das 16 horas, a equipe técnica da banda de Pedro Baby (filho de Baby do Brasil Pepeu Gomes) e Beto Lee (filho de Rita Lee Roberto de Carvalho) chegou ao palco. Não conhecia os dois pessoalmente, e durante a montagem percebi que eram extremamente profissionais, cumprindo a risca o horário de “load in”, montagem e passagem de som. Pedro Baby, inclusive, era o produtor técnico da banda, responsável, junto ao técnico de som, pela equalização e timbragem de microfone, caixa de som Side Fill e monitores do palco.

O show começou pontualmente às 18 horas.  Uma galera animada já ocupava a avenida Rio Branco, dançando e se divertindo com o rock’n’roll da banda. Sendo filhos de quem são, obviamente o repertório da dupla não poderia deixar de incluir músicas de Rita Lee, da banda Tutti Frutti e dos Novos Baianos, além de canções autorais.

Um dos momentos mais complexos, e por que não dizer tensos,  pra quem trabalha num palco dinâmico como o Palco Rock, é a troca de bandas.

A apresentação sempre termina no horário ímpar, e a próxima banda tem exatos 60 minutos pra subir todo o equipamento, montar a bateria, afinar os instrumentos e passar o som, antes no início do show.

Bacana comentar como funcionou a montagem da Cachorro Grande. A banda traz muito “backline”, o  equipamento próprio. Bateria, amplificadores, dois teclados e até isopor com as brejas da banda estão presentes no palco.

Se não tivessem uma equipe tão profissional, uma produtora tão competente, roadies e técnicos tão afinados, confesso que o show poderia ter atrasado alguns minutos, pois os caras chegam carregados, rs.

No fim das contas, o show começou sem atrasos e teve o maior público dentre os 12 shows da programação do Palco Rock, com aproximadamente 5.000 pessoas.

Amigos, resumidamente é isso. Missão dada é missão cumprida, e a Virada Cultural 2015 foi novamente sucesso. Um pouco diferente, sim, de anos anteriores, mas com menos relatos de violência e arrastões pelo centro da cidade.

Um abraço e até o ano que vem.

(Felipe Diga, 35 anos, nascido e criado na Vila Mariana, em São Paulo, na Vila Mariana, é produtor de eventos, com experiências em Lollapalooza, Tomorrowland, Virada Cultural e carnaval.)
(*) Nota do editor PAS: o Diga é compadre virtual de Twitter e, depois da Virada Cultural 2015, mencionou comigo que também gostaria de escrever sobre. Evidentemente topei de cara, inclusive porque, como ele menciona no início do texto, é raro, raro, raríssimo ouvir alguém de dentro dos processos musicais, culturais, políticos etc. contando sobre suas experiências. Obrigado pela generosidade, Diga!

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