“É dificil para um menino brasileiro, sem consideração da sociedade/ crescer um homem inteiro, muito mais do que metade”, declama Emicida em sua primeira aparição em O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui, o primeiro álbum cheio, completo, inteiro de sua história.

Embora seja Emicida quem fala esses versos, não foram compostos por ele, nem por um homem. A autora é Elisa Lucinda, mulher negra que abre os trabalhos do disco com o poema “Milionário do Sonho” (assim, no masculino). O poema, declamado por ela e por ele em dupla, atravessara toda a existência do disco dele, deles, delas, nosso.

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Infelizmente, Elisa Lucinda não conseguiu ajudar no barulho que o CD de Emicida causou. Nem o conseguiram as outras várias mulheres que participam do CD, e que a gente costuma mui raramente problematizar (várias delas são negras): Dona Jacira (mãe do rapper), Estela Vergílio (filha dele), Tulipa RuizPitty, Adriana Drê, Juçara MarçalFabiana Cozza, Ísis Carolina Vergílio. A crítica a “Trepadeira”, assunto preferencial, senão único, desde o lançamento de O Glorioso Retorno…, arrastou de roldão uma pequena multidão de mulheres negras, brancas, coloridas que povoa um disco de arromba.

Por ora, a dúvida sobrevive:  a (importante, necessária) crítica ao sexismo vai nos interditar de falar delas, e de falar dele por intermédio delas, e delas por intermédio dele? Falemos, pelos cotovelos.

Emicida até aqui considerava não ter lançado nenhum álbum cheio, completo, inteiro. Criou, desde 2009, quatro “mixtapes”, algumas delas com 18 ou 25 faixas, mas nenhuma considerada por ele um disco de estreia. Eu sempre me perguntava o que teria de diferente das mixtapes o álbum de estreia, quando finalmente viesse. O Glorioso Retorno… é a resposta.

Emicida deu-se ao trabalho, aqui, de esmerar e apurar a arte que faz, tanto em termos musicais como em termos poéticos. A própria poesia aguda, à la Itamar Assumpção, de “Trepadeira” poderia servir de exemplo – mas, como “Trepadeira” virou assunto obrigartório, me reservo ao luxo de evitá-la aqui. Fiquemos com, digamos, o “resto”. Com a xepa da polêmica. Com os legumes baratos que meninos mulatos enrolam nos trapos que o dia-a-dia deixou pelo chão, como traduzia em 1977 o branco carioca Ruy Maurity.

“Levanta e Anda” (acima), o primeiro rap, apresenta o passado, em bordados concretistas, um Itamar Assumpção renascido das próprias cinzas, nas vozes de Emicida e de Rael: “Era um cômodo, incômodo, sujo como dragão de komodo/ úmido, eu homem da casa aos seis anos/ mofo no canto, todo, TV, engodo, pronto pro lodo/ tímido, porra, somos reis, mano”. De pronto já aparece o desejo de ir além das críticas (críticas?) antigas (antigas?) que fazíamos aos Racionais MC’s, às primeiras – e masculiníssimas – gerações rapper do Brasil: “Nosso sorriso sereno hoje é o veneno/ pra quem trouxe tanto ódio pr’onde deitamos”.

É ainda a faixa 1, e o narrador luta para superar o passado. O refrão melódico é inequívoco: “Quem costuma vir de onde eu sou/ às vezes não tem motivos pra seguir/ levanta e anda, vai“. É ainda a faixa 1, e eu já estou chorando, o que se repete a cada vez que reouço o CD. “Deixa ele escrever, deixa ele deixa discursar, deixa ele votar, é melhor…”, cantaria mãe-madrinha Leci Brandão para moleque Emicida.

O rapper, hoje com 27 anos, luta por fazer brotar sementes plantadas pelo discurso de confronto de Mano Brown DexterThaíde e Rappin’ HoodSabotage GOG. O rap “Nóiz” fala por ele: “Eu já esquematizei tudo sozim, outra vez/ meu bando de neguim pra ruir o império duceis/ no sapatinho, devagar, devagarim/ ó só, num tira, não, aí jão, onde é que tá meu din?/ a diferença é que eu vim pra sacar, não saquear“.

O discurso “macho” está todim aqui: “Sou homem desde moleque, honro o que tenho no peito/ minha mãe me deu caráter/ meu caráter trouxe o meu respeito”. Talvez não soe politicamente correto o suficiente para 2013, mas mãe-madrasta Yoko Ono afagaria esse bebê, se português falasse. “É nóiz e se não for nóiz não vai ser ninguém”, desafia o ex-menino – é nóiz?

A retórica do heavy-rap “Nóiz” é militar, fala de “campana”, “soldado”, “metranca” e “coturno”. Mas desemboca no inesperado: “Vim pra lutar por nóiz, mesmo que for pra morrer só, igual Joana d’Arc/ é  nóiz”. Joana d’Arc? Sim, dona d’Arc, por que não?, e não só ela: “Trago em mim o que fez Zumbi merecer/ o que fez Zumbi perecer/ o que fez Zumbi aparecer”.

Elisa-Emicida-Lucinda segue(m) declamando o “Milionário do Sonho” ao final de “Nóiz”: “Há um véu entre as classes, entre as casas, entre os bancos/ há um véu, uma cortina, um espanto que, para atravessar, só rasgando“. Há um véu?, ou esse preto e essa preta estão reclamando de “barriga cheia”, como (não) diria Dona Xepa?

Seguimos: “Atravessando a parede, a invisível parede/ apareço no palácio, na tela, na janela da celebridade/ mas minha palavra não sou só eu/ minha palavra é a cidade/ mundão redondo, Capão Redondo, coração redondo na ciranda da solidariedade“.

Emicida Lucinda nos fere com a lâmina da poesia: “Quem vê só um lado do mundo/ só sabe uma parte da verdade”. Falo agora da posição de homem branco: “nossa” empregada doméstica (lucinda leci jacira mãe de algum emicida) conhece o lado de lá e o de cá. Nós só conhecemos este. E que o “lado de lá” fique bem calado no quartinho-senzala do nossa cabeça-grande, sem PEC dAs domésticas, de preferência.

Zóião“, já conhecido pela trilha sonora da novela global Sangue Bom, é o primeiro momento no disco em que o narrador talvez aponte baterias contra si próprio (o outro, todo mundo sabe, é “Trepadeira”). Trata-se de discurso comum aos meninos e meninas que alcançam algum tipo de estrelato e passam a se incomodar com o “zóião” grande dos “invejosos”.

A queixa é legítima, mas ao mesmo tempo perde algo de vista: o fã, geralmente, é “zóião”. Por mais que ame quem cultua, é frequente estar à espreita à espera do “sucesso”, mas também do “fracasso” do ídolo-objeto. Talvez aqui Emicida esteja, de algum modo, atraindo zoiões e zoionas à espera de seu primeiro e imperdoável “vacilo”. Ainda assim, dada a volta, é verdadeiro, ou não é?: “Tem gente que não pode ver ninguém feliz/ apronta, conspira contra, infeliz”. A gente apoiou Tom Jobim quando ele falou o mesmo noutras palavras, não apoiou?

Olhos gordos à parte, é hora da continuação de “Levanta e Anda”, “Crisântemo”, momento impactante  e dramático narrado em carne, sangue, osso e texto de punho próprio por Jacira, a mãe. O rap autobiográfico com nome de flor conta do assassinato do pai, quando os filhos eram ainda pequenos e Leandro, futuro Emicida, virava “homem da casa aos seis anos”. Para bem da dramaticidade, o videoclipe (abaixo) é ambientado na Ocupação Mauá, de que cidadãs e cidadãos paulistanos “de bem” já hão de muito ter ouvido falar.

O pai, ausente: “Ele nos deu, nos deu/ toda a fé de um pastor/ depois sumiu, sumiu/ deixando só a dor”. A mãe, presente: “Justo eu, que me criei sem pai. Perder o pai já é uma tragédia, perdê-lo na infância é sentir saudade não do que viveu, mas do que poderia ter vivido. (…) Quando o pai morre, a gente perde a mãe também. Eu já sabia o que era isso”.

“Pai”, palavra jamais pronunciada pelo narrador de “Crisântemo”, rima com “bye”, pausa, “bye” – o poeta está em formação, mas já a pleno vapor. “Padeceu, desceu/ como na seca, flor/ e nóiz seguiu, seguiu/ juntando o que restou/ uns retrato, disco/ foi morar de favor”. Ô, Antonico… Alcoolismo, candomblé, solidão, culpa, desamparo, falta de chão e falta de teto fazem a ambiência de uma linda e lancinante canção.

“Qual a sua droga?/ TV, erva?/ qual a sua droga?/ solidão, cerva?”, pergunta, para cada um de nós, o narrador que é um de nós.

A ausência é trocada, em “Sol de Giz de Cera“, pela presença da filha pequena do rapper, Estela, que traz notícias ao pai sobre o pé de feijão que brotou no algodão, o passeio dos caracóis, o cachorro que comeu a canetinha: “Viro rei, pirata, samurai/ em resumo, no rumo/ papai“. Pronunciada, enfim, a palavra, o narrador é pa (pausa) pai – de uma menininha.

Tulipa Ruiz vem ao encontro de pai e filha, para cantar não muito mais que um refrão “pá pá pá pá rá”. E ele: “Menos um dente/ joelho ralado/ e eu atrás tipo um velho:/ cuidado, cuidado, cuidado”.

A voz de Pitty entra cantando suavemente o refrão caloroso de “Hoje Cedo“, outra faixa que poderia nos fazer esfregar o couro de Emicida em prol de uma possível hostilidade à figura feminina: “O sorriso dessas mina só me lembra cocaína”. Mas poderíamos falar também de… racismo? “A fama irrita, grana dita, cê desacredita/ fantoches, pique Celso Pitta mente/ mortos tipo meu pai, nem eu me sinto presente“.

O narrador de “Hoje Cedo” está falando da solidão da fama e da vida na primeira pessoa do singular: “Minha alma afunda igual minha família em casa/ sozinha”. Outra mulher (branca) aparecerá em instantes: “Como sonhei em tá aqui um dia/ crise, trampo, ideologia, pause/ e é aqui onde nóiz entende a Amy Winehouse“”.

Como veremos nos versos a seguir, o piloto condutor de O Glorioso Retorno… não é daqueles que não olham para o espelho: “Lotei casas do sul ao norte, mas esvaziei a minha/ e vou por aí, taleban/ vendo os boy beber dois mês de salário da minha irmã“. Mais uma mulher: a irmã. “A sociedade vende Jesus, por que não ia vender rap?”, ele lateja – mas que bom que ela vende rap, Emicida. Vende. E não gosta de escutar. Mas vende. E escuta (escuta?).

Vem “Trepadeira“, que poderia ser confrontada com a “Gandaia” e a “Que Delícia” de Karol Conka, mas de qual já falamos por demais. Portanto, pulemos (se quisermos) (e pudermos) (mas, puxa, nesse samba-rock-rap há um violão e um sambista da velha guarda, Wilson das Neves – não se afobe, não, que nada é pra já) (a mina em questão, toda dona de si, “raspou os cabelos de Sansão” – os dele -, mas deixa isso pra lá, que é que tem?, não polemizemos…).

Elisa Lucinda ressurge para prosseguir na prosa-poesia de “Milionário do Sonho” ainda nos sulcos finais de “Trepadeira”, de volta a bifonia mulher-homem: “A palavra abre portas/ cê tem noção?/ é por isso que educação, você sabe, é a palavra-chave/ é como um homem nu todo vestido por dentro/ é como um soldado da paz armado de pensamentos/ é como uma saída, um portal, um instrumento”.

Linda Lucinda EmiciLucinda: “Tendo um cabelo tão bom, cheio de cacho em movimento/ cheio de armação, emaranhado, crespura e bom comportamento,/ grito bem alto, sim: qual foi o idiota que concluiu que meu cabelo é ruim?/ qual foi o otário equivocado que decidiu estar errado meu cabelo enrolado?/ ruim pra quê?, ruim pra quem?/ infeliz do povo que não sabe de onde vem/ pequeno é o povo que não se ama/ o povo que tem na grandeza da mistura o preto, o índio, o branco, a farra das culturas/ pobre do povo que sem estrutura acaba crendo na loucura de ter que ser outro pra ser alguém/ não vem que não tem/ com a palavra eu bato, não apanho/ escuta essa, neném”.

Tudo isto está dentro de “Trepadeira”, no final de “Trepadeira”, para quem suportar chegar até lá. Quem chegaremos até lá? Errou? Errei? Erramos? 

“Bang!” (vídeo abaixo) é o próximo dance-rap, com refrão de belos malabarismos melódicos e poema de libelo antirracista (e não só): “Neguinho o caralho, meu nome é Emicida, porra!”, “cor, Etiópia, sépia, luz própria”, “ligeiro, pique Wikileaks”, “e o rap brigando na net pra ver quem tem um tênis melhor”,  “a dor dos judeu choca, a nossa gera piada”, “lá fui São Tomé no inferno dos católicos/ claro que o tom soa terrorista/ meu país é um ciclista, fã do filho do Eike Batista“, “rejeitados, grouxo, o que gera?/ um estilo torto, mas as pernas do Garrincha também eram”.

Novamente, haverá versos da pesada de MC Elisa Lucinda, para quem consiga (ou queira) atravessar os espinheiros: “A ilusão da felicidade tem quatro carros por cabeça, deixando o planeta sem capacidade de respirar à vontade/ a ilusão de que é mais vantagem cada casa, mais carro que filho, cada filho menos filho que carro”. Mais: “Sou embaixador da rua, não esqueço os esquecidos, e eles se lembram de mim, sentem a lágrima escorrer da minha voz”.

Gueto“, em dupla com o funkeiro MC Guime (manja aliança rap-funk?), é um tratado de luta de classes, movimento “sem” teto do movimento “sem” terra do movimento “sem” música: “O zé povinho só pode falar/ mas o mundo todo pode ver/ onde estiver, onde pisar/ nóiz sempre vai ser gueto”, “pique Adoniran, saudosa maloca”, os home mandou derrubar, “nóiz quer carrão e mansão, né?, por que não?”.
Sim, nóiz quer – nós, você, eu, o Matogrosso , o Joca e ainda uma outra mulher: “Vim deixar claro que sou escuro/ tesouro raro num jogo duro/ mas tô em campo, canto pro meu santo/ e os verme treme mais que com o tecnobrega da Gaby Amarantos/ orgulho negro, sorriso afronta“.O sorriso do(a) outro(a) afronta? Por quê?

O álbum vai se aproximando da reta final, que Emicida entorta rumo ao samba, com a participação vocal-instrumental do Quinteto em Branco e Preto. “Hino Vira-Lata” é mais um samba-rock-rap masculino, sob versos de brasilidade pungente: “Meu coração tá na mão do ritmista, do DJ, no pandeiro do repentista/ e onde for, meu amor, vão saber/ que ali vai um maloqueiro/ apaixonado por você”.

O narrador, aqui, é um boêmio (sexista?) casado (machista?): “Onde o sofrer vira canto, reclusa ave,/ perdoa, amor, perdoa e joga a chave/ eu quase me perdi, quase”.

Alma Gêmea” é a parada soul do percursubida. A voz negra semifeminina de Rafa Kabelo nos derreteria em cinco segundos se Rafa Kabelo se chamasse Marvin Gaye ou Stevie Wonder ou mesmo o subtropical Tim Maia. Para agradar a namorada, o narrador apela certamente ao sexismo, marca de tempos que ainda valorizam como positivo o cavalheirismo masculino: “Trate-as como ladys, não como gagas”. E o machista ousa ter ciúmes: “Outros caras querem te ligar, mas você já tá ligada“.

É hora de tomarem conta do salão Fabiana Cozza e Juçara Marçal (minha deusa!, eu nunca escrevi sobre Fabiana nem Juçara, você já escreveu?): “Samba do Fim do Mundo“, “nagô de tambor digital”, “o MST da rede social“, “cê sabe de onde vem as arma/ grana de judeu, petróleo árabe”, “revolução morena“, “essa máquina de moer pobre”.

“Samba do Fim do Mundo” faz um liquidificado saboroso sobre o que isso tudo é: “Isso é a reforma agrária da música brasileira” – e não seria esse, também, o elefante negro que irrita nossa imensa sala de cristais? “Quanta dor cabe num peito/ ou numa vida só?/ é preciso não ter medo/ é preciso ser maior”, cantam, uníssonas, Juçara e Fabiana.

Está chegando o momento de o círculo virtuoso se fechar, e Emicida ainda tem forças para provocar, “capitães do mato versus capitães de areia, tristeza, pé no chão“, em qual turma o(a)s senhore(a)s ouvintes escolherão cerrar fileiras? “Só parar quando por uma faixa preta no arco-íris“, é o que ele almeja. É preciso não ter medo, e muito.

Elisa Emilucinda se despede evocando o preto Benedito (João dos Santos Silva Beleléu, vulgo Nego Dito?), em “Ubuntu Fristaile“, canto coletivo a dez vozes (inclusive várias das femininas citadas acima). Do título à batida, nem é preciso falar nada sobre esse deslumbrante canto de trabalho, nem eu preciso elaborar alguma tese para concluir este texto – basta ouvirmos (se quisermos).

P.S.: Para quem preferir ouvEr na íntegra o docmusical O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui, eis ele aqui (e não haverá de ser por falta de convite…), segue abaixo a janelinha.

4 COMENTÁRIOS

  1. RAP = Ritmo e Poesia do inglês
    No final sua crítica é a poesia por que muitas vezes nem ritmo há.
    Não consigo ver nada, absolutamente nada de transformador além de colocar luz sobre desassistidos .Como poesia é “senso comum” com gíria local…como ritmo é nada.
    Pior é ocupar o espaço como música…que não é. Não traz nenhuma interpretação diferenciada, nada..nem mesmo uma execução virtuosa.
    Enfim, uma vítima do mercado e da adulação classe média a flertar com o paternalismo eterno frente a miséria…elegendo herói de consumo do morro para a areia da praia
    O poeta estava certo: “Brasil mostra sua cara “

  2. Estou cansado de visões limitadas e posturas mal estruturadas. Se vamos falar sobre reforma da música, em si, cultuaremos o RAP sim, ritmo e poesia, arte marginal. Marginal não porque transgride, marginal porque é marginalizado, no sentido nato, dói ver que alguns na MPB o rejeitam, utilizando-se das mesmas armas que um dia criticaram. Marginal também porque está à margem da cultura, ele é arte que, no Brasil, nasceu não para se aliar às novas vertentes culturas, e sim, para coibir, conscientizar, interagir com realidade, mostrar que tem voz que é música, que a palavra é arte, escrita ou proferida, cadenciada ou solta, simples ou erudita. Não é ambíguo, é sincero. O discernimento alcançado por essa arte é capaz de “desalienar”, estão dando óculos para quem nunca soube enxergar. Esperança, é essa a palavra e o sentimento que eu possuo quando escuto rap.
    “Falo querendo entender, canto para espalhar o saber e fazer você perceber que há sempre um mundo, apesar de já começado, há sempre um mundo pra gente fazer, um mundo não acabado
    Um mundo filho nosso, com a nossa cara, o mundo que eu disponho agora foi criado por mim.”

  3. Emicida é ridículo… Como toda a cena do funk ostentação…

    Como diz Eduardo do Facção Central, quem não está a favor da favela, está contra…

    Toda essa nova cena coxinha do rap e o funk ostentação só milita contra a favela, ambos alienam…

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